Costumo dizer que a mulher é diferente e muito superior aos homens. A analogia de ser feita a partir da costela de Adão, é apenas pra referendar o escrito, eis carne da minha carne. Prova desta grandeza das mulheres, queria me deter em duas, Amélia Beviláqua e Nerina Castelo Branco; duas piauienses da maior extirpe que dão embargo para dizer que todos temos uma mulher dentro de nós.
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| Amélia Beviláqua |
Amélia Beviláqua não é a sombra do grande intelectual Clóvis Beviláqua, tem luz própria que candeia por todos os lados. Amélia se engradece pela sua pena devotada as mais belas artes que esta pode fazer. A grandiosidade dessa grande patrícia é tal que foi cotada para ser membro da Academia Brasileira de Letras, não sendo admitida por ser mulher. Os piauienses nomeiam, Amélia como imortal da APL (Academia Piauiense de Letras) e de alguma forma corrigem este erro da ABL.
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| Nerina Castelo Branco |
Nerina Castelo Branco é tributária de um período em que as mulheres piauienses ganhavam cada vez mais espaços, as mulheres que se formavam e conquistavam espaços para além do âmbito doméstico. É a partir do século XX que as mulheres tem acesso as instituições de nível superior no Piauí, processo que se acelera no decorrer dos anos e que faz com que elas hoje sejam, em alguns cursos, quiçá a grande maioria dos discentes de nível superior. Nerina é agraciada com a posse de uma cadeira na APL e 1966, sendo a segunda mulher que toma posse neste sodalício.
São duas mulheres, que fazem todos horarem-se com UMA mulher dentro de NÓS.


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