quarta-feira, 22 de junho de 2016

Política e curso superior

    Hoje, em entrevista, o doutor Pessoa, pré candidato a prefeitura de Teresina pelo PSD, falou dos ataques que sofre devido a sua falta de eloquência na fala. O que causa questionamentos, tal como: se o mesmo tem curso superior e se tem preparo para ser prefeito de Teresina. 
Dr Pessoa
    Alguns questionamentos surgem a partir destes ataques. 1- Até que ponto ter curso superior garante alguém se um bom gestor? Qual a melhor forma de representação política?
     Os gregos da antiguidade, desiludidos com a forma de se administrar as nascentes pólis, resignavam-se em estudar qual a melhor forma de governo para se obter a felicidade da comunidade. Nos restringiremos apenas em uma forma de pensar a política à época, a de Aristóteles. 
    Aristóteles pregava uma forma de governo em que restringia a participação de todos, pois a democracia não era bem vista, pelo menos no sentido de sufrágio que a mesma tem hoje.
   A capacidade de ser um bom gestor, pela experiência empírica, é muito mais que ter conhecimento cognitivo, é o sentimento inato a todos todos os seres humanos:  amor ao seu próximo. É a partir daí, que se tem um bom gestor.  

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Morte do advogado Kelson Feitosa e a cordialidade

     Apesar do tumulto da precipitação das notícias sobre o assassinato do advogado Kelson Feitosa, uma das possíveis possibilidades do motivo de sua morte, além da maldade, foi o exercício de seu ofício, a advocacia.
    A cordialidade do brasileiro é tamanha e já é petra cantada pôr vários estudiosos da psiquê de nosso povo. As confusões por questões políticas ou questões bem pessoais em facebook, que causam bloqueios e exclusões, mostra à incapacidade do brasileiro de levar algumas questões apenas no plano das ideias, o velho conceito de Platão. Ressaltadas e guardadas as devidas proporções, a morte do advogado Kelson é bem característica desta passionalidade brasileira. Sabe-se que uma das razões para a SEM razão ceifa de sua vida foi o exercício de sua profissão em um causo do tio do assassino, senhor Veloso.
Kelson Feitosa
      


     Esta versão da cordialidade brasileira é mais que um maleficio aos  preceitos da probidade administrativa, pois a cordialidade gera a corrupção. A cordialidade faz com que até levemos, quando mal intencionados e criminosamente, os preceito da advocacia que é fundamental para o pleno exercício do Estado de Direito ao ódio.
     Uma versão maléfica da cordialidade que tirou a vida de Kelson e enlutou as cidades de Barras, Cabeceiras e região. 

domingo, 12 de junho de 2016

Namoramos o livro

     Hoje, 12 de Junho, é o chamado dia dos namorados. E, para os solteiros, não há o amargo de não ter nada, tem o LIVRO, tem o SALIPI- Salão do livro do Piauí.
     A leitura é porto seguro hoje e sempre, seja nos dias dos namorados, seja para os solteiros.
     O "Salão do Livro do Piauí – SALIPI, realizado anualmente desde 2003, é o principal evento da Fundação Quixote e integra o circuito cultural das principais Feiras e Bienais de Livros do Brasil. O evento acontece sempre no mês de junho em Teresina e tem duração de uma semana.O Salão do Livro do Piauí – SALIPI, realizado anualmente desde 2003, é o principal evento da Fundação Quixote e integra o circuito cultural das principais Feiras e Bienais de Livros do Brasil. O evento acontece sempre no mês de junho em Teresina e tem duração de uma semana". Encontro e opção de hoje para solteiro e para os namorados, para todos. 
     Para todos, serve o dito: namoramos o livro.

sábado, 11 de junho de 2016

Quando o bom senso falta

     Vivemos na democracia, apanágio das liberdades e da participação social. A CF (Constituição Federal) assevera: todo poder emana do povo, direta ou indiretamente. A lei que normatiza a participação popular na administração é uma vitória para com as aspirações populares de se vê diretamente na gestão. Na gestão pública que não prevalece a participação do povo, no mínimo falta BOM SENSO.
     Na Grécia antiga, apenas alguns cidadãos tinham direito de participar da gestão das cidades gregas, pólis. Estes iam as praças, ágoras, e opinavam diretamente sobre os rumos de seu torrão.

Ágora da Grécia Antiga
     Impossível, no atual panorama histórico, reviver as ágoras gregas, da antiguidade. Porém, urgem-se medidas de uma participação do povo na gestão pública  A lei de Processo Administrativo Federal de 1999 traz mecanismos de participação popular, sobretudo em problemas fulcrais da cidade, que geram polêmica. Esta lei, torna-se uma espécie de normatizador geral, da administração pública.
Açude de CABECEIRAS DO PIAUÍ que está sendo tapada sua visão por muro



Consulta e à Audiência popular é a forma prevista na lei de Processo Administrativo Federal de 1999 de inserir o povo na administração de uma cidade. Passando pela cidade de Cabeceiras do Piauí, vemos a falta da participação popular em obra que causa revolta para seus moradores. A total falta de organização e bom senso faz com que se gaste dinheiro público em obra que enfeia a cidade, ao tirar visão de um açude que é quase simbolo da urbe, pois como o próprio nome da cidade denúncia, CABECEIRAS é lugar de muita água.
      A falta de bom senso e de tino com a administração democrática, no sentido de chamar o povo a dá sua opinião sobre obras polêmicas, faz imperar A FALTA de bom senso.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Uma mulher dentro de nós

     Costumo dizer que a mulher é diferente e muito superior aos homens. A analogia de ser feita a partir da costela de Adão, é apenas pra referendar o escrito, eis carne da minha carne. Prova desta grandeza das mulheres, queria me deter em duas, Amélia Beviláqua e Nerina Castelo Branco; duas piauienses da maior extirpe que dão embargo para dizer que todos temos uma mulher dentro de nós.
    
Amélia Beviláqua

     Amélia Beviláqua não é a sombra do grande intelectual Clóvis Beviláqua, tem luz própria que candeia por todos os lados. Amélia se engradece pela sua pena devotada as mais belas artes que esta pode fazer. A grandiosidade dessa grande patrícia é tal que foi cotada para ser membro da Academia Brasileira de Letras, não sendo admitida por ser mulher. Os piauienses nomeiam, Amélia como imortal da APL (Academia Piauiense de Letras) e de alguma forma corrigem este erro da ABL. 
Nerina Castelo Branco

    Nerina Castelo Branco é tributária de um período em que as mulheres piauienses ganhavam cada vez mais espaços, as mulheres que se formavam e conquistavam espaços para além do âmbito doméstico. É a partir do século XX que as mulheres tem acesso as instituições de nível superior no Piauí, processo que se acelera no decorrer dos anos e que faz com que elas hoje sejam, em alguns cursos, quiçá a grande maioria dos discentes de nível superior. Nerina é agraciada com a posse de uma cadeira na APL e 1966, sendo a segunda mulher que toma posse neste sodalício.
     São duas mulheres, que fazem todos horarem-se com UMA mulher dentro de NÓS.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Barras e Cabeceiras, uma e duas histórias do meu Piauí

      É o mal, ou o bem, pelo qual passa os historiadores que buscam às origens. E buscar a "gênesis" torna a escrita de uma história operosa, a feitura um sem destino. Porém, a própria concatenação da fala impõe um início e uma coordenação racional, a velha lógica causa e consequência. Vou ficar com o "meio termo", vou ficar com o equilíbrio, vou me eximir da dicotomia e seu maniqueísmo. Como bem denuncia o título do texto, digo: Barras, cidade do norte do Piauí, é o que chamo de "origem" de Cabeceiras do Piauí, assim as duas cidades formam UMA história. Barras é a mãe, Cabeceiras a filha. Mas, as duas se separam, quebra-se simbiose. Daí, começa-se duas histórias, pois cada uma tem sua especificidades, sua identidade. Percebe-se que tudo depende do olhar, do qual me faz ver uma história ou duas.
    Sem serem antagônicas, mas não idênticas, Cabeceiras é forjada em um contexto histórico que a favorece, república e desenvolvimento. Vamos aos dados: 
  • 1991- Jesualdo Calvacanti encaminha projeto de lei para a criação da cidade de cabeceiras,
  • 1992- ALEP (Assembleia Legislativa do Piauí) autoriza plebiscito. A população do povoado "Cabeceiras", nome devido a região, está em volta de cabeceira de riachos, como o seu principal, riacho Santo Antônio, vai ao Colégio Venância Lages e diz SIM para a emancipação político-administrativa  no 19 dias do mês de abril, de 1992.


      Somente em 1 de Janeiro de 1993 é instalada a nova cidade, tendo como seu prefeito José de Ozires. Este que foi presidente da Câmara dos Vereadores de Barras e que lutou para a emancipação política de Cabeceiras, juntamente com o apoio de Juracy Leite, Deputado Estadual. 
      Uma história e duas história, esta são as cidades de Barras e Cabeceiras.