quinta-feira, 9 de junho de 2016

Barras e Cabeceiras, uma e duas histórias do meu Piauí

      É o mal, ou o bem, pelo qual passa os historiadores que buscam às origens. E buscar a "gênesis" torna a escrita de uma história operosa, a feitura um sem destino. Porém, a própria concatenação da fala impõe um início e uma coordenação racional, a velha lógica causa e consequência. Vou ficar com o "meio termo", vou ficar com o equilíbrio, vou me eximir da dicotomia e seu maniqueísmo. Como bem denuncia o título do texto, digo: Barras, cidade do norte do Piauí, é o que chamo de "origem" de Cabeceiras do Piauí, assim as duas cidades formam UMA história. Barras é a mãe, Cabeceiras a filha. Mas, as duas se separam, quebra-se simbiose. Daí, começa-se duas histórias, pois cada uma tem sua especificidades, sua identidade. Percebe-se que tudo depende do olhar, do qual me faz ver uma história ou duas.
    Sem serem antagônicas, mas não idênticas, Cabeceiras é forjada em um contexto histórico que a favorece, república e desenvolvimento. Vamos aos dados: 
  • 1991- Jesualdo Calvacanti encaminha projeto de lei para a criação da cidade de cabeceiras,
  • 1992- ALEP (Assembleia Legislativa do Piauí) autoriza plebiscito. A população do povoado "Cabeceiras", nome devido a região, está em volta de cabeceira de riachos, como o seu principal, riacho Santo Antônio, vai ao Colégio Venância Lages e diz SIM para a emancipação político-administrativa  no 19 dias do mês de abril, de 1992.


      Somente em 1 de Janeiro de 1993 é instalada a nova cidade, tendo como seu prefeito José de Ozires. Este que foi presidente da Câmara dos Vereadores de Barras e que lutou para a emancipação política de Cabeceiras, juntamente com o apoio de Juracy Leite, Deputado Estadual. 
      Uma história e duas história, esta são as cidades de Barras e Cabeceiras.

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