sexta-feira, 26 de junho de 2020

O MITO DO PARAÍSO CHAMADO BRASIL

     Nosso país Brasil é a amalgama de três povos: índios, portugueses e africanos iniciada em 1530, quando Portugal decidiu ocupar a recém terra nova "descoberta". Longe de ser um encontro feliz, a história desse país é violenta, a despeito do bem sucedido mito de paraíso.
     Cerca de 3 milhões de índios com vasta diversidade cultural ocupavam o que seria depois chamada de colônia portuguesa a partir de seu descobrimento em 1500 por Cabral. Logo, ora demonizados ou purificados, foram aculturados pelo cristianismo: a fé verdadeira e civilizada. Dessa feita, temos o primeiro massacre: escravizações, mortes, doenças, etc. Com isso, temos o total desmonte dos nativos.
     Os africanos são inseridos na colonia portuguesa além mar para substituir os "preguiçosos" nativos que não se habituavam ao trabalho regular. No primeiro grande genocídio da história da humanidade, foram trazidos a força para a América portuguesa cerca de 6 milhões de africanos, com a transformação da escravização num comercio sofisticado e lucrativo. Aqui, foram os pés e as mãos dos colonos, sendo violentados, mortos e "objetificados" pelo sistema escravagista perpetrado pela materialização da casa grande e da senzala.
     A história do Brasil, a partir da junção do índio e dos africanos, não deixa dúvidas da extrema violência. Num país sem memória, a propaganda bem sucedida que nos coloca como recanto, paraíso, não passa de um mito que esconde quem verdadeiramente somos: filhos da dor.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

SENTIDO DA VIDA?


           Neste texto, faço uma reflexão, humilde, do livro Mito de Sísifo de Albert Camus que traz uma resposta sobre a vida, a realidade humana e seu sentido a partir da elaboração da ideia de ABSURDIDADE.
        Os muros absurdos é o método que apregoa que todo verdadeiro conhecimento é impossívelSó se podem enumerar as aparências e se fazer sentir o clima e tudo começa com a consciência e nada sem ela tem valor. estranheza do mundo é o absurdo. "A busca para compreender o mundo é  reduzi-lo ao humano, marcá-lo com o seu selo. Essa nostalgia da unidade; esse apetite de absoluto ilustra o movimento essencial do drama humano". Nesse universo indecifrável e limitado o destino do homem, daí em diante, adquire seu sentido. Sejam quais forem ou tenham sido as suas ambições, todos partiram desse universo indizível em que “reinam a contradição, a antinomia, a angústia ou a impotência". O absurdo nasce desse confronto entre o apelo humano e o silêncio despropositado do mundo.
      O suicídio filosófico é atitude existencial, seja qual for: com base racional ou irracional. Exatamente: esse deus só se sustenta com a negação da razão humana O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites. "Pressupõe a total ausência de esperança (que não tem nada a ver com o desespero), a recusa contínua (que não se deve confundir com a renúncia) e a insatisfação consciente (que não acertaríamos em associar à inquietude juvenil)".
           A liberdade absurda é reconhecer que não sei se o mundo tem um sentido que o ultrapasse. Mas sei que não conheço esse sentido e que, por ora, me é impossível conhecê-lo. A liberdade consiste em desistir do "desejo de unidade, essa fome de resolver, essa exigência de clareza e coesão, desejo de unidade. "Assim, o que ele exige de si mesmo é viver somente com o que sabe, arranjar-se com o que existe e não fazer intervir nada que não seja certo. Respondem-lhe que nada o é. Mas esta, pelo menos, é uma certeza". Assim, "seja antes aquela do desespero que se mantém lúcido, noite polar, vigília do espírito, de que talvez se levantará essa claridade branca e intacta que desenha cada objeto à luz da inteligência". Daí também se descarta o suicídio, pois pode-se acreditar que ele se segue à revolta. "Mas é engano. O suicídio, como salto, é a aceitação em seu limite. Mas eu sei que, para se manter, o absurdo não pode se revolver. "Ele escapa ao suicídio à medida que é, ao mesmo tempo, consciência e recusa da morte. Sentir sua vida, sua revolta, sua liberdade, e o máximo possível, é viver, e o máximo possível. Viver é fazer viver o absurdo. Fazê-lo viver é, antes de tudo, encará-loÉ aqui que se vê a que ponto a experiência absurda se afasta do suicídio".
           Albert Camus, para mim, dá um sentido consciente e neste texto eu concluo pedindo que você, caro leitor, junte as palavras em vermelho e daí tirará uma resposta sintética. 

Por: Pedro Thiago Costa Melo.