terça-feira, 26 de julho de 2016

Uma introdução para se discutir sistema eleitoral no Brasil


Se existe uma discussão tênue é no que se refere ao sistema eleitoral.  Algumas questões introdutórias para aguçar o debate: Mais de 70% da população brasileira é a favor da redução da maioridade penal; e por quê o Congresso é contra? Os eleitos não representam o interesse da maioria? O que fica evidente é um fosso entre governantes e governados.
Aí se discute: Será que as eleições atuais, ou seja, o sistema eleitoral, oferece representatividade a opinião pública?
Olhando para o passado, a tão sonhada soberania popular foi fruto de muito sangue, olhai a batalha do Jenipapo em Campo Maior-PI. Desde a queda de Napoleão, o Velho Regime cai em crise. A filosofia iluminista entra em cena e encontra um panorama histórico propício. 
O historiador Oliveira Viana, lido por Mão Santa, assevera em sua obra O ocaso do Império: “Só nos países de opinião organizada é que o sistema eleitoral pode ser um meio eficaz de sondagem de opinião do povo; não num país como o nosso. Falta-nos espírito público. Falta-nos organizações de classes. Falta-nos liberdade civil”. Fala mais: “A vida política sempre foi coisa de uma minoria. O grosso do povo nunca teve espírito público, nem consciência política”.

Houve várias tentativas VISANDO melhorar o sistema eleitoral brasileiro. Para acabarem as fraudes eleitorais, foi posta a Lei Saraiva- 1881- reforma eleitoral levada por Rui Barbosa- voto aos analfabetos e eleições diretas. Neste ínterim, pela primeira vez o governo fora derrotado. Enfim, pensava-se que o sistema eleitoral seria profícuo. Hoje, a chamada mini reforma também pensa em mudar o sistema eleitora com financiamentos para partidos e não para candidatos; teto máximo de 20 milhões.  Enfim, segue a tentativa do nosso país ter um sistema político eficaz. 

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