quinta-feira, 4 de junho de 2020

SENTIDO DA VIDA?


           Neste texto, faço uma reflexão, humilde, do livro Mito de Sísifo de Albert Camus que traz uma resposta sobre a vida, a realidade humana e seu sentido a partir da elaboração da ideia de ABSURDIDADE.
        Os muros absurdos é o método que apregoa que todo verdadeiro conhecimento é impossívelSó se podem enumerar as aparências e se fazer sentir o clima e tudo começa com a consciência e nada sem ela tem valor. estranheza do mundo é o absurdo. "A busca para compreender o mundo é  reduzi-lo ao humano, marcá-lo com o seu selo. Essa nostalgia da unidade; esse apetite de absoluto ilustra o movimento essencial do drama humano". Nesse universo indecifrável e limitado o destino do homem, daí em diante, adquire seu sentido. Sejam quais forem ou tenham sido as suas ambições, todos partiram desse universo indizível em que “reinam a contradição, a antinomia, a angústia ou a impotência". O absurdo nasce desse confronto entre o apelo humano e o silêncio despropositado do mundo.
      O suicídio filosófico é atitude existencial, seja qual for: com base racional ou irracional. Exatamente: esse deus só se sustenta com a negação da razão humana O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites. "Pressupõe a total ausência de esperança (que não tem nada a ver com o desespero), a recusa contínua (que não se deve confundir com a renúncia) e a insatisfação consciente (que não acertaríamos em associar à inquietude juvenil)".
           A liberdade absurda é reconhecer que não sei se o mundo tem um sentido que o ultrapasse. Mas sei que não conheço esse sentido e que, por ora, me é impossível conhecê-lo. A liberdade consiste em desistir do "desejo de unidade, essa fome de resolver, essa exigência de clareza e coesão, desejo de unidade. "Assim, o que ele exige de si mesmo é viver somente com o que sabe, arranjar-se com o que existe e não fazer intervir nada que não seja certo. Respondem-lhe que nada o é. Mas esta, pelo menos, é uma certeza". Assim, "seja antes aquela do desespero que se mantém lúcido, noite polar, vigília do espírito, de que talvez se levantará essa claridade branca e intacta que desenha cada objeto à luz da inteligência". Daí também se descarta o suicídio, pois pode-se acreditar que ele se segue à revolta. "Mas é engano. O suicídio, como salto, é a aceitação em seu limite. Mas eu sei que, para se manter, o absurdo não pode se revolver. "Ele escapa ao suicídio à medida que é, ao mesmo tempo, consciência e recusa da morte. Sentir sua vida, sua revolta, sua liberdade, e o máximo possível, é viver, e o máximo possível. Viver é fazer viver o absurdo. Fazê-lo viver é, antes de tudo, encará-loÉ aqui que se vê a que ponto a experiência absurda se afasta do suicídio".
           Albert Camus, para mim, dá um sentido consciente e neste texto eu concluo pedindo que você, caro leitor, junte as palavras em vermelho e daí tirará uma resposta sintética. 

Por: Pedro Thiago Costa Melo.



 
 

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